Esperança
Mário Quintana
Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...
BLOG COMEMORATIVO - 40 ANOS DO COLÉGIO ESTADUAL ENGENHEIRO IGNÁCIO CHRISTIANO PLANGG 1970-2010.
março 29, 2010
AS CONCEPÇÕES PEDAGÓGICAS NA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA
Dermeval Saviani
Na década dos 70, sob a influência da tendência crítico-reprodutivista, surge a tentativa de empreender a crítica da “teoria do capital humano”. Buscou-se, então, evidenciar que a subordinação da educação ao desenvolvimento econômico significava torná-la funcional ao sistema capitalista, isto é, colocá-la a serviço dos interesses da classe dominante: ao qualificar a força de trabalho, o processo educativo concorria para o incremento da produção da mais-valia, reforçando, em conseqüência, as relações de exploração.
A partir da reforma instituída pela lei n. 5.692, de 11 de agosto de 1971, essa concepção produtivista pretendeu moldar todo o ensino brasileiro por meio da pedagogia tecnicista (KUENZER E MACHADO, 1984) que, convertida em pedagogia oficial, foi encampada pelo aparelho de Estado que procurou difundi-la e implementá-la em todas as escolas do país. Na medida em que se processava a abertura “lenta, gradual e segura” que desembocou na Nova República, as orientações pedagógicas das escolas foram sendo flexibilizadas mantendo-se, porém, como diretriz básica da política educacional, a tendência produtivista.
Conseqüentemente, a concepção produtivista de educação resistiu a todos os embates de que foi alvo por parte das tendências críticas ao longo da década de 1980; e recobrou um novo vigor no contexto do denominado neoliberalismo, quando veio a ser acionada como um instrumento de ajuste da educação às demandas do mercado numa economia globalizada centrada na tão decantada sociedade do conhecimento (DUARTE, 2003). É essa visão que, suplantando a ênfase na qualidade social da educação que marcou os projetos de LDB na Câmara Federal, constituiu-se na referência para o Projeto Darcy Ribeiro que surgiu no Senado e, patrocinado pelo MEC, se transformou na nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. É ainda essa mesma visão que orientou o processo de regulamentação dos dispositivos da LDB que culminou na aprovação do novo Plano Nacional de Educação em janeiro de 2001.
É preciso, contudo, observar que, se a concepção produtivista vem se mantendo como dominante ao longo das últimas quatro décadas, não se deve considerar que a versão da teoria do capital humano elaborada por Schultz tenha ficado intacta. Na verdade, essa teoria surgiu no período dominado pela economia keynesiana e pela política do Estado do Bem-Estar que, na chamada era de ouro do capitalismo, preconizavam o pleno emprego. Assim, a versão originária da teoria do capital humano entendia a educação como tendo por função preparar as pessoas para atuar num mercado em expansão que exigia força de trabalho educada. À escola cabia formar a mão de obra que progressivamente seria incorporada pelo mercado: “o processo de escolaridade era interpretado como um elemento fundamental na formação do capital humano necessário para garantir a capacidade competitiva das economias e, conseqüentemente, o incremento progressivo da riqueza social e da renda individual” (GENTILI, 2002, p. 50).
Após a crise da década de 1970, que encerrou a “era de ouro” do desenvolvimento capitalista no século XX, mantém-se a crença na contribuição da educação para o processo econômico-produtivo, mas seu significado foi substantivamente alterado. A teoria do capital humano assume, pois, um novo sentido:
Passou-se de uma lógica da integração em função de necessidades e demandas de caráter coletivo (a economia nacional, a competitividade das empresas, a riqueza social etc.) para uma lógica econômica estritamente privada e guiada pela ênfase nas capacidades e competências que cada pessoa deve adquirir no mercado educacional para atingir uma melhor posição no mercado de trabalho (GENTILI, Op. Cit., p.51).
quer saber mais então acesse....
diponível em
http://www.histedbr.fae.unicamp.br/navegando/artigos_frames/artigo_036.html
Na década dos 70, sob a influência da tendência crítico-reprodutivista, surge a tentativa de empreender a crítica da “teoria do capital humano”. Buscou-se, então, evidenciar que a subordinação da educação ao desenvolvimento econômico significava torná-la funcional ao sistema capitalista, isto é, colocá-la a serviço dos interesses da classe dominante: ao qualificar a força de trabalho, o processo educativo concorria para o incremento da produção da mais-valia, reforçando, em conseqüência, as relações de exploração.
A partir da reforma instituída pela lei n. 5.692, de 11 de agosto de 1971, essa concepção produtivista pretendeu moldar todo o ensino brasileiro por meio da pedagogia tecnicista (KUENZER E MACHADO, 1984) que, convertida em pedagogia oficial, foi encampada pelo aparelho de Estado que procurou difundi-la e implementá-la em todas as escolas do país. Na medida em que se processava a abertura “lenta, gradual e segura” que desembocou na Nova República, as orientações pedagógicas das escolas foram sendo flexibilizadas mantendo-se, porém, como diretriz básica da política educacional, a tendência produtivista.
Conseqüentemente, a concepção produtivista de educação resistiu a todos os embates de que foi alvo por parte das tendências críticas ao longo da década de 1980; e recobrou um novo vigor no contexto do denominado neoliberalismo, quando veio a ser acionada como um instrumento de ajuste da educação às demandas do mercado numa economia globalizada centrada na tão decantada sociedade do conhecimento (DUARTE, 2003). É essa visão que, suplantando a ênfase na qualidade social da educação que marcou os projetos de LDB na Câmara Federal, constituiu-se na referência para o Projeto Darcy Ribeiro que surgiu no Senado e, patrocinado pelo MEC, se transformou na nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. É ainda essa mesma visão que orientou o processo de regulamentação dos dispositivos da LDB que culminou na aprovação do novo Plano Nacional de Educação em janeiro de 2001.
É preciso, contudo, observar que, se a concepção produtivista vem se mantendo como dominante ao longo das últimas quatro décadas, não se deve considerar que a versão da teoria do capital humano elaborada por Schultz tenha ficado intacta. Na verdade, essa teoria surgiu no período dominado pela economia keynesiana e pela política do Estado do Bem-Estar que, na chamada era de ouro do capitalismo, preconizavam o pleno emprego. Assim, a versão originária da teoria do capital humano entendia a educação como tendo por função preparar as pessoas para atuar num mercado em expansão que exigia força de trabalho educada. À escola cabia formar a mão de obra que progressivamente seria incorporada pelo mercado: “o processo de escolaridade era interpretado como um elemento fundamental na formação do capital humano necessário para garantir a capacidade competitiva das economias e, conseqüentemente, o incremento progressivo da riqueza social e da renda individual” (GENTILI, 2002, p. 50).
Após a crise da década de 1970, que encerrou a “era de ouro” do desenvolvimento capitalista no século XX, mantém-se a crença na contribuição da educação para o processo econômico-produtivo, mas seu significado foi substantivamente alterado. A teoria do capital humano assume, pois, um novo sentido:
Passou-se de uma lógica da integração em função de necessidades e demandas de caráter coletivo (a economia nacional, a competitividade das empresas, a riqueza social etc.) para uma lógica econômica estritamente privada e guiada pela ênfase nas capacidades e competências que cada pessoa deve adquirir no mercado educacional para atingir uma melhor posição no mercado de trabalho (GENTILI, Op. Cit., p.51).
quer saber mais então acesse....
diponível em
http://www.histedbr.fae.unicamp.br/navegando/artigos_frames/artigo_036.html
HISTÓRICO DO COLÉGIO
O Colégio Estadual Engº Ignácio Christiano Plangg, situado na rua Guilherme Oscar Ody, 153, no Bairro Canudos, em Novo Hamburgo, criado pelo Decreto Nº20590 em 06 de outubro de 1970, iniciou suas atividades em 1972, como escola Polivalente, com funcionamento em turno integral, tendo em suas atividades curriculares as Técnicas Industriais, Agrícolas, Domésticas e Comerciais.
A partir de 1989 começou a oferecer também o Ensino Médio, sendo a pioneira no Bairro Canudos.
O Colégio Estadual Engº Ignácio Christiano Plangg foi assim denominado em homenagem ao criador da maior usina hidroelétrica do estado na época, localizada na cascata do Herval no rio Cadeia.
Nascido na Áustria em 31 de julho de 1899, Ignácio C.Plangg, diplomou--se em engenharia eletrotécnica aos 25 anos na próspera cidade de Constantz, no sul da Alemanha.
Em 1925, imigrou para o Brasil estabelecendo-se na cidade Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro e em 1928 vem para o sul assumindo a gerência da AEG – Companhia Geral de Eletricidade, demarcando o início de uma nova era na história da Indústria calçadista de Novo Hamburgo.
Hoje na direção da escola estão os seguintes professores:
Diretora Profª Marta Mª Liedtke Borges
Vices-Diretoras:
Turno da Manhã:Profª Márcia Loch
Turno da Tarde: Profª Magda Isabel Schaeffer
Turno Noite: Profª Silvia Berenice Brixner
Assistente Administrativo Financeiro: Profª Serlani Serloze Kneib
Tem ainda a colaboração dos segmentos de Pais, Alunos e Professores no Conselho Escolar, no C.P.M.(Círculo de Pais e Mestres)
A comunidade escolar do” Plangg” entende que o objetivo fundamental do Colégio é formar cidadãos com base nos princípios de fraternidade, solidariedade,consciência ecológica social, visando a formação de um indivíduo criativo e pleno em suas potencialidades. Para este fim o corpo docente e equipe diretiva se propõem a fazer um trabalho constantemente resignado, buscando sempre trazer o maior número possível de pais e alunos a colaborarem com o objetivo em manutenção do Colégio e que estes estejam conscientes da importância de sua ação como forma de democracia e participação social.
A Colégio atende em três turnos, nas modalidades de Ensino Fundamental de 8 anos séries finais da 6ª série a 8ª série e Ensino Médio.
A partir de 1989 começou a oferecer também o Ensino Médio, sendo a pioneira no Bairro Canudos.
O Colégio Estadual Engº Ignácio Christiano Plangg foi assim denominado em homenagem ao criador da maior usina hidroelétrica do estado na época, localizada na cascata do Herval no rio Cadeia.
Nascido na Áustria em 31 de julho de 1899, Ignácio C.Plangg, diplomou--se em engenharia eletrotécnica aos 25 anos na próspera cidade de Constantz, no sul da Alemanha.
Em 1925, imigrou para o Brasil estabelecendo-se na cidade Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro e em 1928 vem para o sul assumindo a gerência da AEG – Companhia Geral de Eletricidade, demarcando o início de uma nova era na história da Indústria calçadista de Novo Hamburgo.
Hoje na direção da escola estão os seguintes professores:
Diretora Profª Marta Mª Liedtke Borges
Vices-Diretoras:
Turno da Manhã:Profª Márcia Loch
Turno da Tarde: Profª Magda Isabel Schaeffer
Turno Noite: Profª Silvia Berenice Brixner
Assistente Administrativo Financeiro: Profª Serlani Serloze Kneib
Tem ainda a colaboração dos segmentos de Pais, Alunos e Professores no Conselho Escolar, no C.P.M.(Círculo de Pais e Mestres)
A comunidade escolar do” Plangg” entende que o objetivo fundamental do Colégio é formar cidadãos com base nos princípios de fraternidade, solidariedade,consciência ecológica social, visando a formação de um indivíduo criativo e pleno em suas potencialidades. Para este fim o corpo docente e equipe diretiva se propõem a fazer um trabalho constantemente resignado, buscando sempre trazer o maior número possível de pais e alunos a colaborarem com o objetivo em manutenção do Colégio e que estes estejam conscientes da importância de sua ação como forma de democracia e participação social.
A Colégio atende em três turnos, nas modalidades de Ensino Fundamental de 8 anos séries finais da 6ª série a 8ª série e Ensino Médio.
CONTEXTO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA NOS ANOS 70
Na década de 70, permanece a grande influência americana no campo do currículo com características tecnicistas. Concepção tecnicista e psicologista da educação estiveram presentes na base da formação dos profissionais da educação na década de 70. Para as referidas concepções, bastavam a “técnica” ou a “compreensão do outro”.
Os “meios” os “recursos” ou o amor bastavam para que tudo fosse bem com o ensino.
O próprio conjunto de professores e alunos era visto como “recursos”, por uns e “indivíduos” por outros.
Nestas concepções, a formação dos profissionais da educação era vista predominantemente como “treinamento”, como “capacitação” em tecnologias ou “psicologias”, “como aprender a ser”.
Os “meios” os “recursos” ou o amor bastavam para que tudo fosse bem com o ensino.
O próprio conjunto de professores e alunos era visto como “recursos”, por uns e “indivíduos” por outros.
Nestas concepções, a formação dos profissionais da educação era vista predominantemente como “treinamento”, como “capacitação” em tecnologias ou “psicologias”, “como aprender a ser”.
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